gardening menorQuem lê o blog há um tempinho sabe que férias pra mim significa fazer as malas e sumir do mapa. Virar outra pessoa, criar novos hábitos, perder avião, jogar conversa fora com baiano. Mas esse ano a coisa “encruou” de um jeito…

Vôo nenhum dava certo, as pousadas lotadas e “pajudá” o carro, enfim, quebrou.

Vai vendo.

Como um princípio de faxina estava em curso pra aprontar o lar para o bebê e até pavê e sagu já tinha na geladeira quando a vaca começou a ir pro brejo, a gente resolveu ficar.

Um tanto esquisito (e libertador) ficar tão feliz só por poder ficar quieto em casa, mas enfim foi o que se deu. Foi o que a gente precisava. Era no fundo o que a gente queria.

Acordar sem pressa nenhuma. Nem de passeio.

Tomar café da manhã saboreando o café da manhã.

Brincar de carrinho no tapete da sala, apreciando brincar de carrinho no tapete da sala.

Arrumar caixas de papéis e prateleiras de livros ouvindo reggae.

Almoçar ovinhos de amendoim num dia, e no outro preparar um banquete.

Montar linha de produção pra tirar o pó e, depois da labuta, descansar com filme e pipoca.

Lavar roupinha de bebê. E ficar olhando o varal cheinho com cara de besta.

Ver o filho virar o melhor amigo do pai.

Reaver o próprio ritmo.

Desconectar.

Acabar por restaurar, meio sem perceber, o que de fato nos une.

E foi assim que foi. Férias mais que perfeitas. Arrumação, aconchego, companhia e alegria nas pequenas coisas. De deixar saudade. Tanto quanto vinte dias de Bahia. JuroporDeus.

Aí hoje, no que seria o começo da vida normal, uma lambuja no melhor estilo “rapa do tacho” e “não se esqueça”. Confundida a data da volta às aulas, ganhamos mais um dia. Pra fazer jus, sentados alí mesmo, em frente ao portão da escola, brincamos com o matinho da calçada. Sem pressa.  Voltamos cantarolando pra casa e, ao chegar, dançamos. Depois fizemos polvo de casca de banana e tudo que dava na telha até ficarmos com vontade de dormir. As coisas “importantes” ficaram para o dia seguinte, sem neuras,  GraçasaDeus.

E o que de fato importa, claro, ficou óbvio como em todo fim de férias. Só que desta vez na vida que se vive mesmo, diariamente.

Aos que como nós estão voltando ao batente, desejo mais leveza, mais tempo, menos coisas por fazer. Mais VIDA agora. Que o essencial seja reencontrado, e que não se perca.

E vamo que vamo (como diz uma grande amiga minha)!

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Elba Oliveira é mãe do Rafael e do Joaquim, nas horas vagas trabalha com o que gosta: Coaching, Maternagem e Empreendedorismo. Gosta do novo, do feito, da força e da brisa que sente no pico mais alto de cada montanha. Leva os bacuris onde vai.

Elba Oliveira

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