bebemenor

Esse post é pra você que em breve vai visitar alguém que acabou de “ganhar” um bebê.

Bebês nascem, o tempo todo. E sempre temos a quem dar boas-vindas, especialmente depois que atingimos uma certa idade.

É mais ou menos assim: têm época que a gente vai a mil festas de casamento, depois vem mil visitas a amigos que acabaram de ter bebês… Depois  é filho dos filhos, filhos dos sobrinhos, filhos dos netos.  Não têm fim.

Mas qual o melhor jeito possível de visitar alguém que acabou de receber um bebê? Você sabe como se portar para tornar esse momento gostoso para quem você está indo ver? Já parou para pensar nisto?

Quase ninguém pensa. E quase todo mundo acha que está mesmo fazendo o melhor que pode. Mas aja reclamação das mães.

Depois que tive meu bebê, eu que já fui uma péssima visita (por absoluta falta de noção da complexidade do momento mesmo) nunca mais visitei ninguém, pelo menos não em período imediato de pós-parto, mas nem sempre isso é possível  ou desejável. Acredito que há situações em que a gente se torna aquela pessoa que tem que estar lá, por vontade própria ou de quem ganhou o bebê, e aí é preciso estar do melhor jeito possível.

Separei aqui algumas dicas que acho que podem ajudar a criar um clima bom nas visitas e ajudar as mães e bebês nesse momento delicado de pós-parto:

  1. A visita bem-vinda, em primeiríssimo lugar, respeita o tempo da puerpéra, do bebê, da nova configuração familiar. Respeita a adaptação à avalanche hormonal, às mudanças psíquicas e físicas, aos novos papéis sociais de todos.  Pra que ansiedade em visitar? Manifeste alegria pela chegada do bebê enviando uma mensagem por sms, por redes sociais ou por e-mail e peça para os pais avisarem quando for o melhor momento para recebê-lo (a). Visita bem-vinda não se convida, não fica ligando (e acordando o bebê e a mãe) e NUNCA (JAMAIS!)  aparece de “surpresa!”.
  2. Escute o que os pais do bebê pedirem com relação a horário e local de preferência para visitas. Há quem prefira ser visitado na maternidade (afinal lá as visitas PRECISAM ser rápidas e ninguém é obrigado a receber com finesse), há quem prefira ser visitado em casa. Mais uma vez: ESCUTE. Não tente interpretar o que a mãe ou o pai dizem. Se estão dizendo que querem visita na maternidade, vá  na maternidade. Se  estão dizendo que o melhor horário é três da tarde, vá três da tarde.  Não é porque você achou que pra você foi melhor em casa pela manhã que deve ir fazer visita em casa pela manhã. Os pais e o bebê estão se adaptando também a uma nova rotina, então, considere;
  3. Faça visitas rápidas (não importando se é na maternidade ou na residência) a não ser que a mãe implore para que você fique. Os pais estão provavelmente anestesiados pela situação, com sono e tentando se organizar, muitas vezes com um bebê chorão. Apesar disso, há  puérperas que se sentem sozinhas e gostam sim de companhia. Se ela pedir pra ficar é muito provável que queira mesmo que você fique um pouco mais. Olhe nos olhos dela, sinta se ela está precisando de você por perto, pergunte a ela como pode ser útil e procure ajudá-la da forma que ela lhe comunicar. Tem gente que precisa de ajuda com a louça, tem gente que precisa de  alguém pra zelar pelo bebê enquanto dorme um pouco , tem gente que só quer um bom papinho pra desanuviar. Sinta;
  4. Quer mesmo dar um presente que agrade? Ligue antes e pergunte se faltou alguma coisa no enxoval ou se algo precisa ser reabastecido na casa. Pode ser que seu presente acabe sendo um pacote de bolas de algodão ou meia dúzia de maçãs, mas tenha certeza de que não será esquecido;
  5. Se quiser mesmo dar um presente da sua escolha, inove. Leve um mimo para a mãe do bebê ou para o coitado do pai que vira um verdadeiro zero à esquerda desde a gravidez.  A esta altura, os bebês provavelmente não estarão precisando de nada, a não ser fraldas (certifique-se de que a mãe não tenha optado por fraldas de pano e pergunte a marca de preferência);
  6.  Se o bebê que nasceu já tiver um irmão mais velho e você for levar um presente para o recém-nascido, leve também alguma coisa para a criança maior. Precisa explicar? É duro ceder o lugar para o irmão mais novo, né? Um agradinho pode deixar a criança (provavelmente com algum nível de ciúmes) tão feliz! Seja bacana!
  7. Não fume antes, quanto menos durante a visita. O cheiro do cigarro é forte e desagradável para quem não fuma e os bebês estão se adaptando aos cheiros do mundo. Desnecessário comentar sobre malefícios para fumantes passivos, certo?
  8. Ao chegar, peça para lavar as mãos. Use álcool gel, mesmo que não pretenda pegar o bebê. O serzinho está imune. Beijo??????  Peloamordedeus, né? Beijo na mão? O bebê coloca o tempo todo as mãozinhas na boca… Gripe? Suma do mapa e volte um ano depois!
  9. Evite pedir para pegar o bebê (e isso inclui cara pidonha) e espere que a mãe ofereça se ela estiver à vontade com isso. Nem as vacas curtem contato de “estranhos” com os filhotes. Não é porque somos seres socializados que ficamos ilesos à ação dos hormônios. Se a mãe oferecer, pegue um pouco e devolva. Desnecessário comentar sobre as pessoas que cismam de esperar/acordar o bebê, certo?
  10. Evite levar crianças ao local ou explique muito bem a elas sobre as melhores formas de contato com o bebê. As crianças não tem noção e não tem obrigação nenhuma de ter, mas os responsáveis por elas sim.  Desagradável ter de ser chato com o filho dos outros;
  11. Não teça  comentários sobre amamentação. Evite observar, instruir, palpitar. A menos que você seja especialista em amamentação. Mesmo que você tenha amamentado muito bem seus filhos, provavelmente já se esqueceu de todas as dificuldades que passou. Seu  peito é diferente do da mãe que você está visitando, o bebê que ali está é único e ambos estão se adaptando. Respeite isso. Saia de perto se for necessário para preservar o momento sagrado em que mãe e bebê estão tentando se entender e aprendendo juntos. Não se ofenda se a mãe preferir dar o peito com privacidade;
  12. Evite comentar e opinar sobre o parto também. Parabenize e ponto, seja qual for a experiência que tenha sido vivenciada. Escute se a mãe ou o pai quiserem contar e eventualmente desabafar SEM JULGAMENTO. Não é hora de falar sobre suas histórias se elas tiverem sido traumatizantes, preserve o ambiente e procure deixa-lo melhor ao ir embora;
  13. Não faça perguntas sobre a volta da mãe e/ou do pai ao trabalho. Não sugira coisas a menos que isso seja solicitado. Normalmente, a última coisa em que a mãe quer pensar ao receber o bebê é em ter de separar-se dele para retomar ao batente. Sua experiência quer dizer muito pouco, a menos que sirva para criar empatia e oferecer a sensação de livre-escolha  para estes pais;
  14. Não tire fotos do bebê, a menos que a mãe peça. É chato e desagradável ficar levando flash na cara ou ser escarafunchado na privacidade e na rotina sem ter pedido.  Nem leve sua câmera. É muito bacana um amigo que se oferece pra tirar fotos dos pais com o bebê porque as vezes são essas as únicas fotos da família unida. Mas peça a máquina/filmadora do casal. Nada de fotografar/filmar e depois NUNCA disponibilizar os arquivos ou o que é pior, disponibilizar nas redes sociais expondo as pessoas. Aqui é SEMANCOL mesmo;
  15. E por último, avalie seu humor antes de ir. Veja se está numa vibe boa. Leve alegria, carinho, respeito e amor antes de qualquer coisa. Reserve um tempo antes da visita para se colocar numa atitude de bem-querer…Pense nas pessoas que vai encontrar, encha o coração de amor e vá!

E venham!

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Elba Oliveira é mãe do Rafael e do Joaquim, nas horas vagas trabalha com o que gosta: Coaching, Maternagem e Empreendedorismo. Gosta do novo, do feito, da força e da brisa que sente no pico mais alto de cada montanha. Leva os bacuris onde vai.

Elba Oliveira

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