Escrevi recentemente sobre o que faz de uma pessoa uma visita bem-vinda quando nasce um bebê… Em suma, boca aberta só para elogios e estímulos, excelente humor, disponibilidade para ajudar a puérpera no que ela estiver precisando e, entre outras coisinhas, bastante semancol com horários.

Acontece minha gente que tem quem se supere na arte de fazer uma mulher que acabou de parir FELIZ. Desta vez eu tive uns anjos.  Gente que até sem dar as caras, me fez sentir a última bolacha do pacote mesmo depois de o caminhão ter passado e repassado por cima. O povo se superou. E me MATOU de rir e chorar.

A seguir, a história dos três presentes que salvaram meu humor no pós parto.

bolo menorPresente 2: Bolo pra dar leite

Faz cinco anos que moro neste apartamento, faz cinco anos que tenho a mesma vizinha de parede. Eu tive filho, nós discutimos por problemas na rede elétrica, ela teve filho  e nós nunca fomos ao aniversário dos filhos uma da outra. A distância educada dos vizinhos de hoje.

Acontece que de um ano pra cá, não se sabe porque cargas d´água BENTA, nos aproximamos. Ela, que teve um parto normal cheio de intervenções, se empolgou com a minha gravidez e o meu parto cercado de respeito que estaria por vir. Se reapresentou como VIZINHA, daquelas do tipo que estão sempre ali para um socorro ou uma xícara de açúcar. Durante a gravidez, levou meu filho pra passear pra eu poder descansar e eu dei ao filho dela os livros que meu filho já não leria mais. Uma relação foi se construindo.

Ela acompanhou de parede os meus três dias de trabalho de parto em casa antes que eu tivesse que ir ao hospital e eu, de lá, enviei uma mensagem assim que meu filho finalmente nasceu.

Quando voltei pra casa, exausta e querendo dormir 30 dias seguidos, achei esquisito não chamá-la para contar como foi ou para que ela conhecesse imediatamente o bebê, mas eu realmente não tinha forças para receber ninguém.

De repente, a campainha toca. E eu torci para que não fosse nada além da entrega da correspondência. Era a vizinha. Não para saber detalhes ou para ver o bebê, mas para entregar de presente um bolo de fubá com goiabada “para dar leite”. Chorei. De lembrar do tempo perdido em discussão por causa de rede elétrica, de pensar no respeito e consideração que algumas pessoas  constroem  com a gente e de saber que ela não tinha mandado junto um bezerro porque eu , naquele dia, já não tinha onde enfiar leite!

 

Presente 1: A orquídea que meu marido NÃO me deu

Presente 3: Tias boas vão para o céu

 

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Elba Oliveira é mãe do Rafael e do Joaquim, nas horas vagas trabalha com o que gosta: Coaching, Maternagem e Empreendedorismo. Gosta do novo, do feito, da força e da brisa que sente no pico mais alto de cada montanha. Leva os bacuris onde vai.

Elba Oliveira

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