Escrevi recentemente sobre o que faz de uma pessoa uma visita bem-vinda quando nasce um bebê… Em suma, boca aberta só para elogios e estímulos, excelente humor, disponibilidade para ajudar a puérpera no que ela estiver precisando e, entre outras coisinhas, bastante semancol com horários.

Acontece minha gente que tem quem se supere na arte de fazer uma mulher que acabou de parir FELIZ. Desta vez eu tive uns anjos.  Gente que até sem dar as caras, me fez sentir a última bolacha do pacote mesmo depois de o caminhão ter passado e repassado por cima. O povo se superou. E me MATOU de rir e chorar.

A seguir, a história dos três presentes que salvaram meu humor no pós parto.

rosquinha menorPresente 3: Tias boas vão para o céu

Uns três dias depois do parto, acordei com dores insuportáveis nos pontos da laceração (leia-se rasgo). Não podia ficar de pé, muito menos sentar e não aguentava mais ficar deitada. Situaçãozinha miserável, viu?

Ah sim, o bebê é lindo e está bem, a maternidade é uma benção e todo mundo sabe que socialmente mãe não tem direito de reclamar… O que não tira nem um tico sequer da dor que passei antes, durante e depois de parir. Saibam: não têm nada de romântico na laceração. Guardem essa informação.

Pontos chorados e dor lamentada,  passemos para o lado prático da vida: O que fazer para “aquilo” parar de doer?

Lembrei daquelas almofadas que são normalmente utilizadas pelas pessoas que operam hemorróidas. Sabe aquela humilhante que parece uma rosquinha de molhar no leite?!?  Então. Tem uma na casa da minha avó, coisa de família mesmo. Já foi utilizada por gente que operou hemorróidas, por gente que tratou furúnculo, por gente que operou períneo e outras dessas coisas agradáveis que ninguém quer ter que passar na vida… Pois então. No auge do meu baby blues, chorando cada um dos pontos que sequer quis saber quantos foram para não querer me jogar do último andar do prédio, mandei buscar a almofadinha.

Meu marido, pensando na minha reputação ilibada, perguntou se eu preferia que ele fosse até uma cirúrgica comprar uma para evitar constrangimentos, mas eu preferi economizar a grana e guardar para torrar tudo em pulseiras quando finalmente saísse daquela situação miserável.

O cara checando e-mail antes de ir buscar a dita cuja e eu olhando pra cara dele como quem diz “escuta: preciso me sentar e não consigo, pode ir logo buscar aquela porcaria de almofada?!?”. E ele foi.

Voltou dez minutos depois com a simpática “rosquinha” e também, pasmem, com a solução para toda aquela humilhação: um potão de arroz-doce fresquinho que minha tia Michele tinha acabado de fazer. Deus é bom. Mal me lembrei do que tinha mandando buscar. Sentei na almofada, sem sequer perceber a mudança de sentar “naquilo” e sentar numa lajota, e comi logo metade do doce.

Tias boas vão para o céu.

Agora falando MUITO sério: aquela almofada pode fazer milagres pelo seu pós-parto com laceração ou, deusmelivreguarde, episiotomia. Guardem também esta informação. E feliz (ahã!) cicatrização!

 

Presente 1: A orquídea que meu marido NÃO me deu

Presente 2: Bolo pra dar leite

 

Licença Creative Commons

Este obra foi licenciado sob uma Licença Creative Commons Atribuição 3.0 Não Adaptada.

Este texto possui uma licença Creative Commons BY-NC-SA 3.0. Você pode copiar e redistribuir este texto na rede. Porém, pedimos que o nome da autora e o link para o post original sejam informados claramente. Disseminar informação na internet também significa informar a seus leitores quem a produziu.

Curta essa artigo:
Curta a página do Conversas ao Meio Dia!

Elba Oliveira é mãe do Rafael e do Joaquim, nas horas vagas trabalha com o que gosta: Coaching, Maternagem e Empreendedorismo. Gosta do novo, do feito, da força e da brisa que sente no pico mais alto de cada montanha. Leva os bacuris onde vai.

Elba Oliveira

Comentários

comentários

9 Comentários

  • Responder
    3 de dezembro de 2013

    Muito bom os três textos….ri, me emocionei e fiquei pensando no qto é bom ser querida!

  • Responder
    Nice Nice CP
    3 de dezembro de 2013

    Ótimos adorei!

  • Responder
    Elba Oliveira
    3 de dezembro de 2013

    é bom sim! ainda mais quando vem de onde a gente menos espera!

  • Responder
    4 de dezembro de 2013

    Ótimos textos!

  • Responder
    6 de dezembro de 2013

    Curti muito, Elba!!!

  • Responder
    Adriana Galvão
    6 de dezembro de 2013

    Muito bom!! Adorei!!

  • Responder
    6 de dezembro de 2013

    Adoro a maneira que vc escreve, parece que eu estava vendo a cena toda, tbm esqueço qlqr dor qdo ganho um doce que adoro,rs….Tbm tive laceração,no segundo parto, tomei 5 pontos, mas ainda bem que não doeram mt, doeram um pouco qdo eu já estava em casa, parecia um ponto que demorou p/ cicatrizar….Na primeira tive a maldita episiotomia, mas tbm graças à Deus não infeccionou e por incrível que parece tbm não senti dor, só um incomodo…

  • Responder
    16 de abril de 2014

    Oi, Elba

    Tive mais um baby, e estes teus posts estão vindo bem a calhar! Estou relendo posts antigos também. Tudo muito interessante.

    Beijão

Conversas ao Meio dia - 2014 | Todos os direitos reservados!
Tema Reportage | Layout por Eluanda Andrade & Desenvolvido por RobertaRezende

Hit Counter provided by orange county plumbing